terça-feira, 28 de maio de 2013

GRANDES FIGURAS

A Associação Cultural Cidade do Paulista inicia uma publicação sobre os grandes nomes da nossa cultura, figuras que marcaram seu tempo contribuindo com a história do nosso povo. Para iniciar, Ascenso ferreira, o homen do chapelão.
"Vou danado pra Catende, vou danado pra Catende com vontade de chegar". 




 Usava sempre um grande chapeu de palha, que era uma verdadeira logomarca

Hora de comer, comer.
Hora de dormir,
dormir.
 Hora de vadiar,vadiar.
Hora de trabalhar,
pernas pro ar que ninguem é de ferro





















Poeta pernambucano, Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira nasceu na cidade de Palmares no ano de 1895, Órfão aos treze anos de idade, passou a trabalhar na mercearia de um tio

Dizem que começou a atividade literária enganado, compondo sonetos, baladas e madrigais. Depois da "Semana de Arte Moderna" e sob a influência de Guilherme de Almeida, Manuel Bandeira e de Mário de Andrade, tomou rumos novos e achou um caminho que o conduziria a uma situação de relevo nas letras pernambucanas e nacionais, em 1911, publicou no jornal A Notícia de Palmares e seu primeiro poema, Flor Fenecida, mudou-se para o Recife, onde tornou-se funcionário público e passou a colaborar com o Diário de Pernambuco e outros jornais. 

Voltou-se para os temas regionais de sua terra que foram reunidos em seus livros  "Catimbó" (1927), "Cana caiana" (1939), "Poemas 1922-1951" (1951), que foi o primeiro livro surgido no Brasil apresentando disco de poesias recitadas pelo seu autor - a edição continha, ainda, o poema O trem de Alagoas, musicado por Villa Lobos. "Poemas 1922-1953" (1953), "Catimbó e outros poemas" (1963), "Poemas" (1981) e "Eu voltarei ao sol da primavera" (1985). Foram publicados postumamente, em 1986, "O Maracatu", "Presépios e Pastoris" e "O Bumba-Meu-Boi: Ensaios Folclóricos", em livro organizado por Roberto Benjamin. Distingue-se não pela quantidade, mas pela qualidade, atingindo não raro efeitos novos, originais, imprevistos, em matéria de humorismo e sátira. participou ativamente da campanha presidencial de Jucelino Kubtschek, sendo nomeado por JK para a direção do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, no Recife, mas a nomeação foi cancelada dez dias depois, porque um grupo de intelectuais recifenses não aceitava que o poeta e boêmio irreverente assumisse o cargo. Foi nomeado, então, assessor do Ministério da Educação e Cultura, onde só comparecia para receber o salário

O poeta faleceu na cidade do Recife (PE), em 1965.





Fiquem com um pouco da pesia de Ascenso Ferreira.  





 O trem de Alagoas e Europa, França e Bahia

 



Mulata sarará (voz de Ascenso Ferreira)






O Maracatu (musica por Alceu Valença)



POR AUGUSTO MORAIS

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CONFERÊNCIA DAS CIDADES

ACCP  DEBATE A
5º CONFERÊNCIA DAS CIDADES 

Terça-feira, dia 27, das 7h30 às 19h, Paulista estará realizando quinta edição da Conferência Municipal das Cidades  no Hotel Amoaras, em Maria Farinha.

Como o tema é “Quem muda a cidade somos nós: reforma urbana já”.A Asociação Cultural Cidade do Paulista colabora com o tema extraindo da CARTA MUNDIAL PELO DIREITO À CIDADE. 

SEGUE TEXTO. 
Neste novo milênio estima-se que a metade da população vive nas cidades, segundo as previsões, em 2050 a taxa de urbanização no mundo chegará a 65%. As cidades são, territórios com grande diversidade econômica, ambiental, política e cultural. O modo de vida urbano interfere diretamente sobre o modo nos vínculos com nossos semelhantes e com o território.
Os modelos de desenvolvimento implementados na maioria dos paises do terceiro mundo se caracterizam por estabelecer padrões de concentração de renda e de processos acelerados de urbanização contribuindo para a depredação do meio ambiente e privatização do espaço público, gerando empobrecimento, exclusão e segregação social e espacial. 
As cidades estão distantes de oferecerem condições e oportunidades aos seus habitantes. A população urbana, esta privada ou limitada – em virtude de suas características sociais, culturais, étnicas, de gênero e idade – de satisfazer suas necessidades básicas, favorecendo o surgimento de lutas urbanas representativas, ainda que fragmentadas e incapazes de produzir mudanças significativas no modelo de desenvolvimento vigente. 
Frente a esta realidade, as entidades da sociedade civil reunidas desde o Fórum Social Mundial de 2001, discutiram, debateram e assumiram o desafio de construir um modelo sustentável de sociedade e vida urbana, baseado nos princípios da solidariedade, da liberdade, da igualdade, da dignidade e da justiça social. Um de seus fundamentos deve ser o respeito às diferenças culturais urbanas e o equilíbrio entre o urbano e o rural.
A partir do I Fórum Social Mundial na cidade de Porto Alegre, um conjunto de movimentos populares, organizações não governamentais, associação de profissionais, fóruns e redes nacionais e internacionais da sociedade civil comprometidas com as lutas sociais por cidades mais justas, democráticas, humanas e sustentáveis vem construindo uma carta mundial do direito à cidade que estabeleça os compromissos e medidas que devem ser assumidos por toda sociedade civil, pelos governos locais e nacionais e pelos organismos internacionais para que todas as pessoas vivam com dignidade em nossas cidades. 
A carta mundial do direito à cidade é um instrumento dirigido a contribuir com as lutas urbanas e com o processo de reconhecimento no sistema internacional dos direitos humanos do direito à cidade. O direito à cidade se define como o usufruto eqüitativo das cidades dentro dos princípios da sustentabilidade e da justiça social. Entendido como o direito coletivo dos habitantes das cidades em especial dos grupos vulneráveis e desfavorecidos, que se conferem legitimidade de ação e de organização, baseado nos usos e costumes, com o objetivo de alcançar o pleno exercício do direito a um padrão de vida adequado. 
O direito à cidade democrática, justa, eqüitativa e sustentável pressupõe o exercício pleno e universal de todos os direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos, por todos os habitantes tais como: o direito ao trabalho e às condições dignas de trabalho; o direito de constituir sindicatos; o direito a uma vida em família; o direito à previdência ; o direito a um padrão de vida adequado; o direito à alimentação e vestuário; o direito a uma habitação adequada; o direito à saúde; o direito à água; o direito à educação; o direito à cultura; o direito à participação política; o direito à associação, reunião e manifestação; o direito à segurança pública; o direito à convivência pacifica entre outros. 
Entretanto, além de garantir os direitos humanos às pessoas, o território das cidades, seja urbano ou rural, é espaço e lugar de exercício e cumprimento dos direitos coletivos assegurando a distribuição e uso eqüitativo, universal, justo, democrático e sustentável dos recursos, riquezas, serviços, bens e oportunidades das cidades. 
Convidamos a todos as pessoas, organizações da sociedade civil, governos locais e nacionais, organismos internacionais a participar deste processo no âmbito local, nacional, regional e global, contribuindo com a construção, difusão e implementação da carta mundial pelo direito à cidade como um dos paradigmas deste milênio de que um mundo melhor é possível.


DETALHES - 
http://www.forumreformaurbana.org.br/index.php/documentos-do-fnru/41-cartas-e-manifestos/133-carta-mundial-pelo-direito-a-cidade.html 

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terça-feira, 21 de maio de 2013

VAMOS CIRANDAR!

ACCP CONVOCA SOCIEDADE PARA INICIAR A POLÍTICA DE SALVAGUARDA DA CIRANDA.







Em 2008 a Associação Cultural Cidade do Paulista foi protagonista deu um documentário sobre a ciranda, especificamente a Dona Duda. Cirandeira e grande incentivadora desta manisfestação cultural. 
Postamos aqui neste blog, a iniciativa da FUNDARPE em desenvolver ações de preservação da ciranda, os técnicos e estudiosos estão visitando cidades onde existe registro de manutenção tanto dos brincantes como do folguedo.
É importante Paulista criar os meios necessários para que possamos viabilizar políticas de salvaguarda da ciranda, pois aqui tivemos por muio tempo a referência da Ciranda de Dona Duda, no Janga, não podemos perder esta oportunidade, de transformar nossa cidade como a cidade da ciranda.

Assistam ao vídeo.





segunda-feira, 20 de maio de 2013

COMEÇA O CICLO JUNINO

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Para o nordestino o mês de junho é um período de muita alegria e festança, é o ciclo junino, entre fogueiras, fogos, comidas típicas e muito arrasta pé. O período se caracteriza como uma das principais constituições das manifestações de festejos populares do Brasil.
O ciclo junino na verdade, se inicia em 19 de março, dia dedicado a São José e ao plantio do milho. Para o sertanejo e adepto da meteorologia popular, essa data é a derradeira para prever um bom inverno. Promessas, rezas e procissões acontecem para pedir chuvas, tendo o pai adotivo de Jesus como intercessor ao filho.
Mas é em junho que a religiosidade popular, herdada pelo branco europeu colonizador, extrapola os muros das igrejas católicas e atinge a comunidade em toda a sua plenitude, atestando a popularidade dos santos entre os brasileiros.
O nome joanina teve origem nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros .
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. A influência francesa, acrescentou a quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza Europeia, hoje modificada por um estilo mais estilizado. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses. A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
A fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria, mãe de Jesus. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista, e assim ter seu auxílio após o parto.
No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.

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OS SANTOS DOS FESTEJOS JUNINOS
Santo Antônio - 13 de junho


Santo Antônio é comemorado no dia 13 de junho sendo a sua véspera considerada o dia dos namorados. Nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195 e faleceu aos 35 anos, em Pádua, Itália. é representado carregando o menino Jesus, ficou conhecido como "casamenteiro" é invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos. também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos. É realizada duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio: os responsos, realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a “trezena”, dedicada ao santo do dia 1 a 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado”. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que devem ser guardados dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano. No sincretismo religioso, Santo Antônio é confundido com os orixás guerreiros Oxosse, Odé e Ogum. 

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São João - 24 de junho
Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora, por isso, costumavam visitar-se.
Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista e que acenderia uma fogueira e erguer um mastro a fim de avisar do nascimento do menino. Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc.…Uma de suas representações é a de São João do Carneirinho, menino. É o responsável pelo título de "santo festeiro", também conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente nas dores de cabeça e garganta. A lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". Pois ele adormece no seu dia, porque se ficasse acordado vendo as fogueiras em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra. As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
No sincretismo religioso, São João é o orixá Xangô.


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São Pedro - 29 de junho


São Pedro é festejado em 29 de junho. Foi um dos doze apóstolos escolhido por Jesus para ser o fundador da Igreja Católica “Segue-Me e farei de ti um pescador de homens.” Foi o primeiro Papa da Igreja Católica Romana. O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. Nasceu na Galiléia, também conhecido por Simão, Simão Pedro e Simão Barjona. Morreu crucificado, pregado de cabeça para baixo, a seu pedido, por se considerar indigno de morrer como Jesus Cristo. Os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular. Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem realizando procissões marítimas. O homem que tiver Pedro ligado ao seu nome deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou. No sincretismo é Exu ou Legbá. 

 




Bacamarteiros

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Bacamarte é uma arma de fogo, de cano curto e largo, também conhecida como granadeira, reiuna, reuna ou riuna Tradição decorrente da Guerra do Paraguai (1865) quando as descargas de artilharia das granadeiras eram usadas para anunciar as vitórias ou assustar os inimigos. Posteriormente, as armas foram adotadas pelos cangaceiros e jagunços, mais tarde, incorporado ao folclore dos ciclos junino e natalino, nas exibições coletivas.
Os atiradores de bacamarte, fardados, são divididos em batalhões, sob a direção de um comandante, exibindo com valentia, o seu poder de fogo.
. A sanfona de 8 baixos, o triângulo, o zabumba de couro curtido e a banda de pífano, acompanham os bacamarteiros, ao som de uma melodia de xaxado. O vestuário compõe-se de roupa de zuarte (algodão azul), lenço no pescoço, chapéu de couro, alpargatas e cartucheiras de flandre, chapéus de abas largas, quebrado na frente, enfeitados com flores silvestres.


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Bandeirinhas e Correntes de papel ou plástico  
São tradições juninas usadas para compor o ambiente dos arraiais – os arraiá.






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Comadre e compadre de fogueira
Há algumas décadas era considerado prá valer as comadres e compadres de fogueira. De mãos dadas, pulavam a fogueira, enquanto diziam:
São Pedro disse
Santo Antônio confirmou
Vamos ser comadres (compadres)
Que São João mandou.
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Acorda Povo ou Bandeira de São João
 
Corresponde a uma procissão religiosa, acompanhada de dança. Saindo na madrugada do dia 23, desperta e convoca o povo para os festejos do padroeiro São João.







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Quadrilha
 

A quadrilha matuta ou tradicional tem suas origens no século XIX nos salões franceses, dançada em homenagem aos santos juninos e para agradecer as boas colheitas na roça.
 







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Xaxado
O xaxado, se originou no sertão pernambucano, podendo até ter sido inventado por Lampião e seus cangaceiros... Certo é que os cangaceiros foram os grandes divulgadores desta dança, nas terras nordestinas. Dançado em círculo ou em fila indiana, o som das alpercatas de couro, arrastadas no chão, deu-lhe ritmo e nome. Zabumbas, pífanos, triângulos e sanfonas foram, gradativamente, dando suporte musical ao xaxado, enquanto, as mulheres passaram a ser parceiras. 



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Bandas de Pífano
Conjunto instrumental de percussão e sopro tradicional dos sertões nordestinos, principalmente, Pernambuco, Paraíba e Ceará. O nome vem de pífano – antigo flautim militar, que marcava o ritmo da marcha das tropas.
Mestre Vitalino, artesão de Caruaru e que fez escola, em meados do século passado, popularizou a banda de pífano, entre os muitos motivos trabalhados no barro.





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 COMES E BEBES JUNINOS

A culinária junina é outra característica fundamental deste ciclo, que tem o milho por base e herança herdada dos povos indígenas das Américas


 

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Adivinhações e Simpatias

As adivinhações e simpatias constituem um capítulo especial do ciclo junino. É um gênero universal, conhecido por todos os povos em todas as épocas. Na Antigüidade, os enigmas eram expressões do culto e da magia religiosa. A decifração dos enigmas se constituía na mais alta prova de inteligência. As adivinhações brasileiras são de origem portuguesa e espanhola. São anunciadas, normalmente, pela forma popular
O-que-é-o-que-é?




 Referências Bibliográficas
* LIMA, Cláudia Maria de Assis Rocha . História Junina. Recife
* SOUTO MAIOR , Mário e VALENTE Waldemar. Antologia Pernambucana de Folclore. 1988 – Ed. Massangana. FUNDAJ.
* SILVA, Leny de Amorim. O ciclo Junino e seus Santos. Na Antologia Pernambucana de Folclore. Pág 151.
* BONALD NETO, Olympio. Bacamarteiros. Na Antologia Pernambucana de Folclore. Pág 215.
* SILVA, Leonardo Dantas. O Cancioneiro do Ciclo Junino. Folclore 251. Recife. Junho, l998. FUNDAJ
* PHAELANTE. Renato. Baião 50 anos de estrada. Folclore 233 . Recife. Julho, 1996. FUNDAJ.
* ROCHA. José Maria Tenório. Danou-se! As Quadrilhas Atuais Tomaram um Verdadeiro Banho de Americanização. Folclore 241. Agosto, 1997. FUNDAJ.


Por Augusto Morais






 


 



 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

MUITO BOM

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Devolva meu sotaque!

Sou do Recife, a maior cidade pequena do mundo. Por aqui, mania de grandeza é bóia: temos o maior Shopping da América Latina (improvável), a maior avenida em linha reta do Brasil (duvide-o-dó), o maior bloco de carnaval ao ar livre do planeta (vá lá, esse pode até ser), somos recordistas em ataques de tubarão, temos o canal mais fedorento do mundo (isso eu tenho quase certeza que é verdade) e que, além de fedorento tem as únicas comportas em forma de caranguejo do universo.

É assim, a gente se orgulha de tudo, uma resenha. Ok, exagero, eu sei! Deixemos esse bairrismo exacerbado de lado, mas precisei exemplificá-lo para que você, leitor de qualquer outra parte do mundo, entenda como a gente fica arretado ao ver o galã da telenovela das seis dizer um VISSE no lugar errado, com a entonação errada, na frase errada!
Nada contra essa “nordestinização” globalizada. Mas, já que vai fazer, movéi, que faça direito. Ainda não vi na história novelística brasileira, um ator/atriz (Suzanna Vieira inclusive e principalmente) que tenha entoado um sotaque de forma convincente.

A historinha televisiva é bonita, tem uma direção de arte linda, figurino interessante, mas porque, eu pergunto, insistir nesse danado desse sotaque que atores cariocas/paulistas não dominam? Vôte!
Não podia ser simplesmente como a outra telenovela que se passava na Índia, mas que todo mundo falava português? Licença poética! É de mentirinha, a gente já sabe disso, então pode tudo. Só não pode grear com sotaque dos outros. Sem fuleragem, né?

A gente já tem que engolir ser chamado de “paraíba” a vida toda (nada contra, muito pelo contrário, amo meus vizinhos paraibanos) mas, cada um no seu quadrado! Sabe aquela aula de geografia que você faltou? Pois foi justamente nela que ensinava que Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará são lugares DIFERENTES. Parecidos, mas diferentes.

Já pensou eu chegar no Rio chamando carioca de paulista? Tu não ia estilar?
- Oxe, mas é bem pertinho e (pra gente) o sotaque é quase igual. Pode não?
Pode não! Paraibano é paraibano e pernambucano é massa. Eita, deixei escapar o danado do bairrismo que tava escondido debaixo do tapete, foi mal aí, movéi.
Desculpem o arrudeio, mas é porque OXE e EITA são assuntos importantes pelas bandas de cá, VISSE?




Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog - Batida Salve todos

www.batidasalvetodos.com.br

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A IMPORTÂNCIA DA CULTURA

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A Associação Cultural Cidade do Paulista abre debate sobre cultura, escolhe o texto abaixo como orientação para opiniões e idéias sobre o assunto.

 O que pode a cultura pelas cidades? De que forma a cultura se apresenta no cotidiano dos seus habitantes? Como a cultura contribui para o desenvolvimento local, a inclusão social e a qualidade de vida dos indivíduos e comunidades? Quando nos referimos ao país e ao Estado, tratamos de construções abstratas, de estruturas político-jurídicas desprovidas de uma territorialidade própria. No entanto, ao falarmos das cidades, percebemos imediatamente o quanto as mesmas nos parecem tangíveis. Nas cidades vivemos. Nas suas ruas, praças e bairros construímos nossas histórias, consolidamos nossa identidade e reverenciamos a nossa memória.
 
A Cultura da Cidade destina-se ao prefeito, secretários, assessores, vereadores, artistas e ativistas culturais, pesquisadores, técnicos, estudiosos e interessados em geral nas questões relativas aos papéis estratégicos da cultura e do turismo cultural no quotidiano da cidade e de seus habitantes. Deste modo, estrutura-se a partir das seguintes diretrizes:


1. A cultura é responsável pela consolidação de uma imagem positiva da cidade assim como da auto-estima dos seus habitantes.


2. A cultura é responsável pelo desenvolvimento de novas profissões promovendo empregabilidade e distribuição de renda.




3. A cultura é um direito dos habitantes de uma cidade, pois é responsável pela sua qualidade de vida assim como, constitui elemento fundamental para a educação e a cidadania.

4. A cultura contribui de forma eficaz para a neutralização e redução dos índices de violência das cidades, oferecendo, através de seus inúmeros produtos e serviços, novas formas de sociabilidade aos indivíduos e comunidades, produzindo, uma cultura de paz e solidariedade.






5. A cultura é responsável pela memória da coletividade, memória esta a ser preservada a partir de suas expressões materiais ou imateriais, as quais animam suas marcas identitárias.


Elaborado por Augusto Morais -augusto.cmorais@gmail.com   




quarta-feira, 8 de maio de 2013

COBERTURA TOTAL

TV GAMERA, 
CORBERTURA DO LANÇAMENTO DE ELI VIEIRA.




A tv Gamera está se firmando em Pernambuco para proporcionar uma nova forma de ver tv. Com programas dinâmicos e interativos, a Tv Gamera mostra Pernambuco para o mundo pela internet. Através do seu tablet ou smartphone a Tv Gamera vai fazer parte do seu dia-dia. Sociedade, turismo, notícias, entretenimento, tudo que envolve os acontecimentos no estado, você assiste na Tv Gamera. 

confira -  /http://tvgamera.com/

segunda-feira, 6 de maio de 2013

PRA ENTRAR NA RODA

FUNDARPE INICIA POLÍTICA DE SALVAGUARDA DA CIRANDA





Manisfestação popular de forte identidade cultural no Estado, entra na agenda de políticas públicas da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco - FUNDARPE. A cidade de Carpina sediou dia (4/5) o encontro das counidades de ciranda da Mata Norte, estiveram presentes representantes e pesquisadores da Diretoria de Preservação Cultural da Fundarpe estabelecendo um primeiro contato com as comunidades que vivenciam a ciranda na Mata Norte de Pernambuco.
Esta, é uma das etapas para a construção do Inventário Nacional de Referências Culturais, que objetiva buscar  reconhecimento da manifestação como Patrimônio Imaterial do Brasil.

 
Pretende-se ao final, aprofundar o universo da ciranda feita na Mata Norte, elaborando um inventário cultural onde estarão classificados elementos, conteúdos e informações de uma visão mais detalhada sobre  a manifiestação cultural. Também representa um instrumento de política cultural. Assim, será possível identificar dificuldades com o objetivo de promover projetos e ações de fomento que garanta condições necessárias para a seu resgate e preservação. O inventário cultural é o primeiro passo para o possível registro de um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o que possibilita uma série de oportunidades e desdobramentos para a salvaguarda do bem imaterial.



Esta informação foi registrada no site oficial da FUNDARPE. No momento em que estamos debatendo nomeclaturas aos novos investimentos que vão ser construidos em Paulista, a ACCP convoca também, todos os defensores da preservação dos nossos valores culturais a provocarem um debate em torno da nossa maior manifestação cultural, a ciranda, uma vez que daqui surgiram grandes cirandeiros, nossa cidade ja foi conhecida pela ciranda de D. Duda. Precisamos trazer esse debate também para Região Metropolitana Norte, que por muito tempo foi celeiro da ciranda e nossa cidade era referência. esta é a  oportunidade de  iniciarmos a política de salvaguarda da ciranda, poderemos ter mais um patrimônio imaterial e Paulista não pode ficar fora dessa roda.

Augusto Morais - presidente ACCP.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

FORRÓ BOM É AQUI!

Em grande estilo o cantor Eli Vieira lança seu trabalho para São João 2013.

Ao lado dos amigos amantes do forró autêntico, Eli Vieira,  lançou nesta terça feira (30) seu mais novo trabalho, "FORRÓ BOM É AQUI"  a festa que varou a noite teve a presença de várias personalidades culturais e políticas da cidade. 
A iniciativa foi da Associação Cultural Cidade do Paulista, o presidente da ACCP, Augusto Morais, fez a abertura da festa com a exibição do clip, destacanto a importância de um evento deste nível. Colocar Eli como referência dos festejos juninos da região metropolitana é um orgulho para nossa cidade e todos nós devemos apoiar esta iniciativa.

CONFIRA O CLIP, CURTA E COMPARTILHE
FORRÓ BOM É AQUI.




AGUARDEM MAIS NOTÍCIAS DO EVENTO.