segunda-feira, 20 de maio de 2013

COMEÇA O CICLO JUNINO

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Para o nordestino o mês de junho é um período de muita alegria e festança, é o ciclo junino, entre fogueiras, fogos, comidas típicas e muito arrasta pé. O período se caracteriza como uma das principais constituições das manifestações de festejos populares do Brasil.
O ciclo junino na verdade, se inicia em 19 de março, dia dedicado a São José e ao plantio do milho. Para o sertanejo e adepto da meteorologia popular, essa data é a derradeira para prever um bom inverno. Promessas, rezas e procissões acontecem para pedir chuvas, tendo o pai adotivo de Jesus como intercessor ao filho.
Mas é em junho que a religiosidade popular, herdada pelo branco europeu colonizador, extrapola os muros das igrejas católicas e atinge a comunidade em toda a sua plenitude, atestando a popularidade dos santos entre os brasileiros.
O nome joanina teve origem nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros .
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. A influência francesa, acrescentou a quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza Europeia, hoje modificada por um estilo mais estilizado. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses. A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
A fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria, mãe de Jesus. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista, e assim ter seu auxílio após o parto.
No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.

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OS SANTOS DOS FESTEJOS JUNINOS
Santo Antônio - 13 de junho


Santo Antônio é comemorado no dia 13 de junho sendo a sua véspera considerada o dia dos namorados. Nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195 e faleceu aos 35 anos, em Pádua, Itália. é representado carregando o menino Jesus, ficou conhecido como "casamenteiro" é invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos. também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos. É realizada duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio: os responsos, realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a “trezena”, dedicada ao santo do dia 1 a 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado”. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que devem ser guardados dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano. No sincretismo religioso, Santo Antônio é confundido com os orixás guerreiros Oxosse, Odé e Ogum. 

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São João - 24 de junho
Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora, por isso, costumavam visitar-se.
Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista e que acenderia uma fogueira e erguer um mastro a fim de avisar do nascimento do menino. Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc.…Uma de suas representações é a de São João do Carneirinho, menino. É o responsável pelo título de "santo festeiro", também conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente nas dores de cabeça e garganta. A lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". Pois ele adormece no seu dia, porque se ficasse acordado vendo as fogueiras em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra. As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
No sincretismo religioso, São João é o orixá Xangô.


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São Pedro - 29 de junho


São Pedro é festejado em 29 de junho. Foi um dos doze apóstolos escolhido por Jesus para ser o fundador da Igreja Católica “Segue-Me e farei de ti um pescador de homens.” Foi o primeiro Papa da Igreja Católica Romana. O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. Nasceu na Galiléia, também conhecido por Simão, Simão Pedro e Simão Barjona. Morreu crucificado, pregado de cabeça para baixo, a seu pedido, por se considerar indigno de morrer como Jesus Cristo. Os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular. Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem realizando procissões marítimas. O homem que tiver Pedro ligado ao seu nome deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou. No sincretismo é Exu ou Legbá. 

 




Bacamarteiros

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Bacamarte é uma arma de fogo, de cano curto e largo, também conhecida como granadeira, reiuna, reuna ou riuna Tradição decorrente da Guerra do Paraguai (1865) quando as descargas de artilharia das granadeiras eram usadas para anunciar as vitórias ou assustar os inimigos. Posteriormente, as armas foram adotadas pelos cangaceiros e jagunços, mais tarde, incorporado ao folclore dos ciclos junino e natalino, nas exibições coletivas.
Os atiradores de bacamarte, fardados, são divididos em batalhões, sob a direção de um comandante, exibindo com valentia, o seu poder de fogo.
. A sanfona de 8 baixos, o triângulo, o zabumba de couro curtido e a banda de pífano, acompanham os bacamarteiros, ao som de uma melodia de xaxado. O vestuário compõe-se de roupa de zuarte (algodão azul), lenço no pescoço, chapéu de couro, alpargatas e cartucheiras de flandre, chapéus de abas largas, quebrado na frente, enfeitados com flores silvestres.


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Bandeirinhas e Correntes de papel ou plástico  
São tradições juninas usadas para compor o ambiente dos arraiais – os arraiá.






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Comadre e compadre de fogueira
Há algumas décadas era considerado prá valer as comadres e compadres de fogueira. De mãos dadas, pulavam a fogueira, enquanto diziam:
São Pedro disse
Santo Antônio confirmou
Vamos ser comadres (compadres)
Que São João mandou.
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Acorda Povo ou Bandeira de São João
 
Corresponde a uma procissão religiosa, acompanhada de dança. Saindo na madrugada do dia 23, desperta e convoca o povo para os festejos do padroeiro São João.







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Quadrilha
 

A quadrilha matuta ou tradicional tem suas origens no século XIX nos salões franceses, dançada em homenagem aos santos juninos e para agradecer as boas colheitas na roça.
 







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Xaxado
O xaxado, se originou no sertão pernambucano, podendo até ter sido inventado por Lampião e seus cangaceiros... Certo é que os cangaceiros foram os grandes divulgadores desta dança, nas terras nordestinas. Dançado em círculo ou em fila indiana, o som das alpercatas de couro, arrastadas no chão, deu-lhe ritmo e nome. Zabumbas, pífanos, triângulos e sanfonas foram, gradativamente, dando suporte musical ao xaxado, enquanto, as mulheres passaram a ser parceiras. 



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Bandas de Pífano
Conjunto instrumental de percussão e sopro tradicional dos sertões nordestinos, principalmente, Pernambuco, Paraíba e Ceará. O nome vem de pífano – antigo flautim militar, que marcava o ritmo da marcha das tropas.
Mestre Vitalino, artesão de Caruaru e que fez escola, em meados do século passado, popularizou a banda de pífano, entre os muitos motivos trabalhados no barro.





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 COMES E BEBES JUNINOS

A culinária junina é outra característica fundamental deste ciclo, que tem o milho por base e herança herdada dos povos indígenas das Américas


 

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Adivinhações e Simpatias

As adivinhações e simpatias constituem um capítulo especial do ciclo junino. É um gênero universal, conhecido por todos os povos em todas as épocas. Na Antigüidade, os enigmas eram expressões do culto e da magia religiosa. A decifração dos enigmas se constituía na mais alta prova de inteligência. As adivinhações brasileiras são de origem portuguesa e espanhola. São anunciadas, normalmente, pela forma popular
O-que-é-o-que-é?




 Referências Bibliográficas
* LIMA, Cláudia Maria de Assis Rocha . História Junina. Recife
* SOUTO MAIOR , Mário e VALENTE Waldemar. Antologia Pernambucana de Folclore. 1988 – Ed. Massangana. FUNDAJ.
* SILVA, Leny de Amorim. O ciclo Junino e seus Santos. Na Antologia Pernambucana de Folclore. Pág 151.
* BONALD NETO, Olympio. Bacamarteiros. Na Antologia Pernambucana de Folclore. Pág 215.
* SILVA, Leonardo Dantas. O Cancioneiro do Ciclo Junino. Folclore 251. Recife. Junho, l998. FUNDAJ
* PHAELANTE. Renato. Baião 50 anos de estrada. Folclore 233 . Recife. Julho, 1996. FUNDAJ.
* ROCHA. José Maria Tenório. Danou-se! As Quadrilhas Atuais Tomaram um Verdadeiro Banho de Americanização. Folclore 241. Agosto, 1997. FUNDAJ.


Por Augusto Morais






 


 



 

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