Para o nordestino o mês
de junho é um período de muita alegria e festança, é o ciclo
junino, entre fogueiras, fogos, comidas típicas e muito arrasta pé.
O período se caracteriza como uma das principais constituições das
manifestações de festejos populares do Brasil.
O ciclo junino na
verdade, se inicia em 19 de março, dia dedicado a São José e ao
plantio do milho. Para o sertanejo e adepto da meteorologia popular,
essa data é a derradeira para prever um bom inverno. Promessas,
rezas e procissões acontecem para pedir chuvas, tendo o pai adotivo
de Jesus como intercessor ao filho.
Mas é em junho que a
religiosidade popular, herdada pelo branco europeu colonizador,
extrapola os muros das igrejas católicas e atinge a comunidade em
toda a sua plenitude, atestando a popularidade dos santos entre os
brasileiros.
O
nome joanina teve origem nos países europeus católicos no século
IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos
portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e
negros .
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. A influência francesa, acrescentou a quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza Europeia, hoje modificada por um estilo mais estilizado. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses. A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. A influência francesa, acrescentou a quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza Europeia, hoje modificada por um estilo mais estilizado. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses. A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
A
fogueira,
que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em
um trato feito pelas primas Isabel e Maria, mãe de Jesus. Para
avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista, e assim ter
seu auxílio após o parto.
No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.
No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.
OS
SANTOS DOS FESTEJOS JUNINOS
Santo Antônio é
comemorado no dia 13 de junho sendo a sua véspera considerada o dia
dos namorados. Nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195 e faleceu
aos 35 anos, em Pádua, Itália. é representado carregando o menino
Jesus, ficou conhecido como "casamenteiro" é invocado para
auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos. também é
conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos. É
realizada duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo
Antônio: os responsos, realizada quando o santo é invocado para
achar coisas perdidas e a “trezena”, dedicada ao santo do dia 1 a
13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o
formato de um quadrado”. Todo o dia 13 de junho, as igrejas
distribuem os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz
que devem ser guardados dentro de uma lata de mantimento, para a
garantia de que não faltará comida durante todo o ano. No
sincretismo religioso, Santo Antônio é confundido com os orixás
guerreiros Oxosse, Odé e Ogum.
São
João - 24 de junho
Dizem
que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora, por isso,
costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista e que acenderia uma fogueira e erguer um mastro a fim de avisar do nascimento do menino. Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc.…Uma de suas representações é a de São João do Carneirinho, menino. É o responsável pelo título de "santo festeiro", também conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente nas dores de cabeça e garganta. A lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". Pois ele adormece no seu dia, porque se ficasse acordado vendo as fogueiras em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra. As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
No sincretismo religioso, São João é o orixá Xangô.
São
Pedro - 29 de junho
São
Pedro é festejado em 29 de junho. Foi um dos doze apóstolos
escolhido por Jesus para ser o fundador da Igreja Católica “Segue-Me
e farei de ti um pescador de homens.” Foi o primeiro Papa da Igreja
Católica Romana. O
guardião das portas do céu é também considerado o protetor das
viúvas e dos pescadores.
Nasceu na Galiléia, também
conhecido por Simão, Simão Pedro e Simão Barjona. Morreu
crucificado, pregado de cabeça para baixo, a seu pedido, por se
considerar indigno de morrer como Jesus Cristo. Os
fogos e o pau-de-sebo são
as
principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma
triangular. Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas,
são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os
pescadores, que também fazem a sua homenagem realizando procissões
marítimas. O
homem
que tiver Pedro ligado ao seu nome deve acender fogueiras nas portas
de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome
Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma
bebida à pessoa que o amarrou. No
sincretismo
é Exu
ou Legbá. Bacamarteiros
-->
Bacamarte
é uma arma de fogo, de cano curto e largo, também conhecida como
granadeira,
reiuna, reuna
ou riuna
Tradição decorrente da Guerra do Paraguai (1865) quando as
descargas de artilharia das granadeiras eram usadas para anunciar as
vitórias ou assustar os inimigos. Posteriormente, as armas foram
adotadas pelos cangaceiros e jagunços, mais tarde, incorporado ao
folclore dos ciclos junino e natalino, nas exibições coletivas.
Os atiradores de bacamarte, fardados, são divididos em batalhões, sob a direção de um comandante, exibindo com valentia, o seu poder de fogo.. A sanfona de 8 baixos, o triângulo, o zabumba de couro curtido e a banda de pífano, acompanham os bacamarteiros, ao som de uma melodia de xaxado. O vestuário compõe-se de roupa de zuarte (algodão azul), lenço no pescoço, chapéu de couro, alpargatas e cartucheiras de flandre, chapéus de abas largas, quebrado na frente, enfeitados com flores silvestres.
Os atiradores de bacamarte, fardados, são divididos em batalhões, sob a direção de um comandante, exibindo com valentia, o seu poder de fogo.. A sanfona de 8 baixos, o triângulo, o zabumba de couro curtido e a banda de pífano, acompanham os bacamarteiros, ao som de uma melodia de xaxado. O vestuário compõe-se de roupa de zuarte (algodão azul), lenço no pescoço, chapéu de couro, alpargatas e cartucheiras de flandre, chapéus de abas largas, quebrado na frente, enfeitados com flores silvestres.
Bandeirinhas
e Correntes de papel ou plástico
São
tradições juninas usadas para compor o ambiente dos arraiais – os
arraiá.
Comadre e compadre de fogueira
Há
algumas décadas era considerado prá valer as comadres e compadres
de fogueira. De mãos dadas, pulavam a fogueira, enquanto diziam:
São Pedro disse
Santo Antônio confirmou
Vamos ser comadres (compadres)
Que São João mandou.
Corresponde
a uma procissão religiosa, acompanhada de dança. Saindo na
madrugada do dia 23, desperta e convoca o povo para os festejos do
padroeiro São João.
Xaxado
O xaxado, se originou no sertão pernambucano, podendo até ter sido inventado por Lampião e seus cangaceiros... Certo é que os cangaceiros foram os grandes divulgadores desta dança, nas terras nordestinas. Dançado em círculo ou em fila indiana, o som das alpercatas de couro, arrastadas no chão, deu-lhe ritmo e nome. Zabumbas, pífanos, triângulos e sanfonas foram, gradativamente, dando suporte musical ao xaxado, enquanto, as mulheres passaram a ser parceiras.
Bandas
de Pífano Conjunto instrumental de percussão e sopro tradicional dos sertões nordestinos, principalmente, Pernambuco, Paraíba e Ceará. O nome vem de pífano – antigo flautim militar, que marcava o ritmo da marcha das tropas.
Mestre Vitalino, artesão de Caruaru e que fez escola, em meados do século passado, popularizou a banda de pífano, entre os muitos motivos trabalhados no barro.
COMES
E BEBES JUNINOS
A culinária junina é outra característica fundamental deste ciclo, que tem o milho por base e herança herdada dos povos indígenas das Américas
As adivinhações e simpatias constituem um capítulo especial do ciclo junino. É um gênero universal, conhecido por todos os povos em todas as épocas. Na Antigüidade, os enigmas eram expressões do culto e da magia religiosa. A decifração dos enigmas se constituía na mais alta prova de inteligência. As adivinhações brasileiras são de origem portuguesa e espanhola. São anunciadas, normalmente, pela forma popular O-que-é-o-que-é?
* LIMA, Cláudia Maria de Assis Rocha . História Junina. Recife
* SOUTO MAIOR , Mário e VALENTE Waldemar. Antologia Pernambucana de Folclore. 1988 – Ed. Massangana. FUNDAJ.
* SILVA, Leny de Amorim. O ciclo Junino e seus Santos. Na Antologia Pernambucana de Folclore. Pág 151.
* BONALD NETO, Olympio. Bacamarteiros. Na Antologia Pernambucana de Folclore. Pág 215.
* SILVA, Leonardo Dantas. O Cancioneiro do Ciclo Junino. Folclore 251. Recife. Junho, l998. FUNDAJ
* PHAELANTE. Renato. Baião 50 anos de estrada. Folclore 233 . Recife. Julho, 1996. FUNDAJ.
* ROCHA. José Maria Tenório. Danou-se! As Quadrilhas Atuais Tomaram um Verdadeiro Banho de Americanização. Folclore 241. Agosto, 1997. FUNDAJ.
Por Augusto Morais





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