A Associação Cultural Cidade do Paulista inicia uma publicação sobre os grandes nomes da nossa cultura, figuras que marcaram seu tempo contribuindo com a história do nosso povo. Para iniciar, Ascenso ferreira, o homen do chapelão.
"Vou danado pra Catende, vou danado pra Catende com vontade de chegar".
![]() |
Usava sempre um grande chapeu de palha, que era uma verdadeira logomarca
|
Hora de comer, comer.
Hora de dormir,
dormir.
Hora de vadiar,vadiar.
Hora de trabalhar,
pernas pro ar que ninguem é de ferro
Poeta pernambucano, Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira nasceu na cidade de Palmares no ano de 1895, Órfão aos treze anos de idade, passou a trabalhar na mercearia de um tio .
Dizem que
começou a
atividade literária enganado, compondo sonetos, baladas e
madrigais.
Depois da "Semana de Arte Moderna" e sob a influência de
Guilherme
de Almeida, Manuel Bandeira e de Mário de Andrade, tomou
rumos novos
e achou um caminho que o conduziria a uma situação de relevo
nas
letras pernambucanas e nacionais, em 1911, publicou no jornal A Notícia de Palmares e seu
primeiro poema,
Flor Fenecida, mudou-se para o Recife, onde tornou-se funcionário público e
passou a colaborar com o Diário de Pernambuco e outros jornais.
Voltou-se para os temas
regionais
de sua terra que foram reunidos em seus livros "Catimbó"
(1927), "Cana caiana" (1939), "Poemas 1922-1951" (1951), que foi o primeiro livro surgido
no Brasil apresentando disco de poesias recitadas pelo seu autor - a
edição continha, ainda, o poema O trem de Alagoas, musicado por
Villa Lobos.
"Poemas
1922-1953" (1953), "Catimbó e outros poemas" (1963),
"Poemas"
(1981) e "Eu voltarei ao sol da primavera" (1985).
Foram publicados postumamente, em 1986, "O
Maracatu",
"Presépios e Pastoris" e "O Bumba-Meu-Boi: Ensaios
Folclóricos", em
livro organizado por Roberto Benjamin. Distingue-se não pela quantidade, mas pela
qualidade, atingindo não
raro efeitos novos, originais, imprevistos, em matéria de
humorismo e sátira.
participou ativamente da campanha
presidencial de Jucelino Kubtschek, sendo
nomeado por JK para a direção do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas
Sociais, no Recife, mas a nomeação foi cancelada dez dias depois, porque
um grupo de intelectuais recifenses não aceitava que o poeta e boêmio
irreverente assumisse o cargo. Foi nomeado, então, assessor do
Ministério da Educação e Cultura, onde só comparecia
para receber o salário
O poeta faleceu na cidade do Recife (PE), em 1965.
Fiquem
com um pouco da pesia de Ascenso Ferreira.
O trem de Alagoas e Europa, França e Bahia
Mulata sarará (voz de Ascenso Ferreira)
O Maracatu (musica por Alceu Valença)
POR AUGUSTO MORAIS

Nenhum comentário:
Postar um comentário