terça-feira, 28 de maio de 2013

GRANDES FIGURAS

A Associação Cultural Cidade do Paulista inicia uma publicação sobre os grandes nomes da nossa cultura, figuras que marcaram seu tempo contribuindo com a história do nosso povo. Para iniciar, Ascenso ferreira, o homen do chapelão.
"Vou danado pra Catende, vou danado pra Catende com vontade de chegar". 




 Usava sempre um grande chapeu de palha, que era uma verdadeira logomarca

Hora de comer, comer.
Hora de dormir,
dormir.
 Hora de vadiar,vadiar.
Hora de trabalhar,
pernas pro ar que ninguem é de ferro





















Poeta pernambucano, Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira nasceu na cidade de Palmares no ano de 1895, Órfão aos treze anos de idade, passou a trabalhar na mercearia de um tio

Dizem que começou a atividade literária enganado, compondo sonetos, baladas e madrigais. Depois da "Semana de Arte Moderna" e sob a influência de Guilherme de Almeida, Manuel Bandeira e de Mário de Andrade, tomou rumos novos e achou um caminho que o conduziria a uma situação de relevo nas letras pernambucanas e nacionais, em 1911, publicou no jornal A Notícia de Palmares e seu primeiro poema, Flor Fenecida, mudou-se para o Recife, onde tornou-se funcionário público e passou a colaborar com o Diário de Pernambuco e outros jornais. 

Voltou-se para os temas regionais de sua terra que foram reunidos em seus livros  "Catimbó" (1927), "Cana caiana" (1939), "Poemas 1922-1951" (1951), que foi o primeiro livro surgido no Brasil apresentando disco de poesias recitadas pelo seu autor - a edição continha, ainda, o poema O trem de Alagoas, musicado por Villa Lobos. "Poemas 1922-1953" (1953), "Catimbó e outros poemas" (1963), "Poemas" (1981) e "Eu voltarei ao sol da primavera" (1985). Foram publicados postumamente, em 1986, "O Maracatu", "Presépios e Pastoris" e "O Bumba-Meu-Boi: Ensaios Folclóricos", em livro organizado por Roberto Benjamin. Distingue-se não pela quantidade, mas pela qualidade, atingindo não raro efeitos novos, originais, imprevistos, em matéria de humorismo e sátira. participou ativamente da campanha presidencial de Jucelino Kubtschek, sendo nomeado por JK para a direção do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, no Recife, mas a nomeação foi cancelada dez dias depois, porque um grupo de intelectuais recifenses não aceitava que o poeta e boêmio irreverente assumisse o cargo. Foi nomeado, então, assessor do Ministério da Educação e Cultura, onde só comparecia para receber o salário

O poeta faleceu na cidade do Recife (PE), em 1965.





Fiquem com um pouco da pesia de Ascenso Ferreira.  





 O trem de Alagoas e Europa, França e Bahia

 



Mulata sarará (voz de Ascenso Ferreira)






O Maracatu (musica por Alceu Valença)



POR AUGUSTO MORAIS

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