segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

EVOÉ

BLOCO LÍRICO SINTAZUL PRONTO PRA FOLIA 2014








O Bloco Lírico SINTAZUL vai as ruas esse ano com o mesmo brilhantismo de sempre, no seu 16º carnaval a agremiação promete levar novamente a magia dos eternos carnavais aos foliões nos principais polo do carnaval Pernambucano. Com o tema “CARNAVAL DOS BONS, O FREVO AQUI É LEI” fará apologia à preservação dos frevos que eternizaram essa linguagem cultural e também a lei municipal 4.354/2013 que instituiu o dia 16/12 o dia municipal do frevo de bloco na cidade do Paulista.

O SINTAZUL é o primeiro bloco lírico do Paulista, sendo homenageado pela Câmara de Vereadores e Prefeitura do Paulista. Este projeto foi iniciativa do então vereador Silvio Moura em 2012, como ainda não tinha sido sancionado pelo executivo, o vereador Aluizio Camilo reapresentou na integra e no dia 16/12/2013 o Prefeito Junior Matuto sancionou. Agora 16/12 dia de fundação do SINTAZUL será dedicado ao FREVO DE BLOCO, uma justa e merecida homenagem e reconhecimento ao SINTAZUL pelo pioneirismo em nossa cidade.


O SINTAZUL este ano resolveu prestigiar a comunidade homenageando a prata da casa, uma forma de garantir a valorização das pessoas que de forma direta e indireta ajudam colocar o bloco na rua. O escolhido é o jornalista Pedro Morais, um dos baluartes na luta pelo trabalho comunitário e incentivador do SINTAZUL desde sua fundação. Para o presidente do bloco e também irmão do jornalista Augusto Morais é uma forma de agradecer o trabalho que ele (Pedro) faz desde a fundação até hoje colocando o SINTAZUL na mídia, inclusive a ideia de fazer um bloco lírico partiu de  Pedro Morais, concluiu.



IMAGENS DO TRABALHO DE PEDRO MORAIS NO INICIO DO SINTAZUL






VEJA PROGRAMAÇÃO DO SINTAZUL 2014

SÁBADO DIA 02 - 17:00 horas - OLINDA

SAÍDA DO LARGO DO AMPARO

DOMINGO DIA 03 – 17:00 horas - PAULISTA

SAÍDA OFICIAL NA RUA ÁGUA PRETA, ARTHUR LUNDGREN I

SEGUNDA DIA 04.

APRESENTAÇÃO NO FORTE DE PAU AMARELO – PAULISTA 19:00 horas.

APRESENTAÇÃO POLO RIO DOCE – OLINDA 22:00 horas.

TERÇA DIA  04 – 20:00 horas – VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

MEMÓRIA

FÉ E LUTA DE UM RELIGIOSO REVOLUCIONÁRIO


Os restos mortais do padre foi acolhido na Igreja Matriz de Paulista



Lembrada muitas vezes nos cartões postais pela bela imagem da igreja de Santa Isabel, a história de Paulista não poderia deixar de ter em seu registro histórico a lembrança de luta de um religioso. Trata-se do Padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, que nasceu na cidade de Tracunhaém, interior de Pernambuco, em 28 de fevereiro de 1766. Antes de participar da Revolução Republicana de 1817, conhecida como Revolução dos Padres, o religioso foi um dos colaboradores do botânico, cientista e naturalista Manuel de Arruda Câmara.
Homem culto, João Ribeiro entrou na vida religiosa no convento do Carmo, foi para o seminário de Olinda e estudou no Colégio dos Nobres, em Lisboa. Ele teve contato com a Europa nos fins da Revolução Francesa.
A Revolução de 1817 reuniu senhores de engenho, padres, comerciantes e militares de prestígio na busca de ideais de liberdade. O movimento começou no dia 6 de março e durou 74 dias. Padre João Ribeiro, porta-voz do clero, fazia parte da Junta Governativa instalada no dia 8 de março
O religioso havia escapado da prisão e marchado com outros revolucionários para Paulista, onde enforcou-se após a derrota do movimento revolucionário. Seu corpo foi enterrado no lado externo da capela de Nossa Senhora da Conceição, do Engenho Paulista. Em estado de putrefação, o cadáver foi exumado e a cabeça decapitada, ficando por dois anos exposta na Praça do Pelourinho, no atual Bairro do Recife, no intuito de mostrar ao povo o destino de quem era contra a monarquia.
Depois, a cabeça do padre foi doada ao Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano. Numa urna, o crânio ficou guardado e exposto para visitação pública, como forma de homenagem ao morto.
Após quase dois séculos, o padre que teria sido enterrado fora de uma capela, hoje, os restos mortais está acolhido no interior da Igreja Matriz de Paulista, num túmulo localizado no lado esquerdo de quem entra no templo. Lacrada por uma placa de granito, a sepultura consta uma placa de bronze com a história do religioso, tem como um brasão em bronze com representações das armas e honrarias do Estado, feito pelo escultor Jobson Figueiredo.

A história do padre é retrato do resgate do orgulho pelos que lutam pela liberdade, sobretudo, uma homenagem em memória aos heróis da Revolução Pernambucana.